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sábado, 25 de maio de 2013

Ela nunca soube o porquê, ele sempre entendeu.





“Você não se lembra muito bem como se apaixonou por ele, foi uma balada, uma música muito alta, uma troca de olhares e pronto. Foi assim, não foi? Foi antes da sua amiga dar-uma-de-louca e vomitar em seu vestido caro. Ou foi depois? Tanto faz. Você gostou dele assim que o viu, sorriu discretamente, mas ele era um pouco estúpido. Não entendia muito bem, meio sonso pra falarmos a verdade. Você, como é mulher de atitude, foi falar com ele. Deu seu telefone, mas o desgraçado não ligou. Então você ligou pra ele, fez mil joguinhos daqueles que a gente faz no começo de toda relação, mas estava cansada disso. Cansada da balada-maluca, dos vômitos da sua amiga, cansada de sempre tomar a atitude, correr atrás. E antes que virasse uma história, virou ponto final. Você sai á rua, sozinha, por que precisa ouvir seus pensamentos, seu coração realmente agora há de falar, há de dar opinião sobre a vida que anda vivendo. É, ele não tem gostado. Você entra num café qualquer da cidade, pede um expresso número nove e senta-se à mesa, perto da vitrine, olhando lá fora casais passeando, felizes, crianças brincando e, enxerga, mesmo de longe, uma garota sozinha. Sentada numa pequena escadaria, cabisbaixa. Você pensa “Pelo menos alguém no mundo como eu...” mas observa que logo um rapaz chega perto dela e consegue ver o sorriso largo dela aparecer rapidamente. E ainda pensa novamente: “Escravos do amor.” Não consegue compreender o porquê de essas pessoas precisarem tanto de alguém para ser feliz, você tem vivido tão bem sozinha. Não é? Não, não é. Acrescentando mais um pouco de açúcar em seu café e observando a sua barriga nada malhada, pensa na idade chegando. Vinte e seis anos, julgada muito nova para alguns, e.. “Deveria estar casada” por outros. Alguém senta ao seu lado, mas você, na defensiva, logo diz: “Não gosto de companhia.” Ele retribui: “Eu também não. Mas não há mais lugares.” Você impressionada com a hostilidade dele, logo diz “Tudo bem, eu saio.” Mas ao olhar pra ele, vê, pela primeira vez o que nunca encontrou em balada nenhuma: Uma paz incrível desejada, na balada declarado o pegador apaixonado, na sociedade declarado um humano qualquer, mas pra você, você o declarava “O Esperado.” Nunca soube o porquê, mas era assim. O Esperado. Você apenas sorri, e ele pede desculpas pela falta de educação e paga a conta, e ao invés de você oferecer seu telefone, ele já o pede. “Não vai ligar.. É homem.” Você imagina. Sai dali e continua a andar, quando recebe uma ligação. “Queria que... Você gravasse meu número também.” “E como sabe que eu realmente tinha dado o número correto?” “Se não desse, eu procuraria. Por que eu te esperei muito.” Puf, deu certo! Ela nunca soube o porquê, ele sempre entendeu. Apenas isso. Deu certo. Era pra ser. Foi.” 
 - Letícia Mucci

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